sexta-feira, 8 de julho de 2016

Caderno Técnico do Objeto Interativo, por Sávio Lombardi

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Representação e Virtualidade

   Em uma visita ao Parque Municipal Américo Reneé, o desafio foi lançado: observar pelo Google Street View os arredores e o interior do parque e comparar com a sensação de fazer a mesma observação presencialmente.


  A ideia de ver as coisas pela virtualidade não é ruim, mas ainda é limitada quanto a questão do presencial. Pelo computador, é possível desvendar muitas informações necessárias, porém, as sensações do local só podem ser percebidas pelo presencial. A questão é bem simples de perceber, só fazer o exercício de ver as imagens do parque municipal e, em seguida, visitá-lo. Os cheiros, a temperatura, o frescor, os sons... São questões que só o presencial, por enquanto, pois a tecnologia nos surpreende com o passar do tempo, só a presencialidade pode permitir. 

Evento Cultural - FIT: Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua

   O FIT, Festival Internacional de Teatro Palco e Rua, em 2016, aconteceu em Belo horizonte no final do mês de maio. O Festival abriga várias amostras de artes cênicas pela cidade, tanto gratuitas em espaços públicos abertos quanto pagas em espaços fechados. Ele traz para a cidade uma importância cultural em meio às artes cênicas.

   A abertura foi realizada na Praça da Estação pelo grupo Compagnie Off, da França, com o espetáculo Les Girafes, Opérette Animaliére. O grupo utilizou muito bem os espaços na praça com movimentações por todos os cantoso e finalizando em frente ao palácio histórico. As girafas pescoçudas caminhavam pelo espaço enquanto o ator batia nos tambores e interpretava algumas situações. Ainda haviam duas mulheres: uma Diva, cantora de ópera que atuava sempre utilizando seus agudos, e uma outra mulher, que era possivelmente a amante. Além, claro, de todos os participantes que movimentavam as estruturas do teatro de rua. Foram 90 minutos de atenção grudada no espetáculo que encantou a cidade.
   O espetáculo também ocorreu no dia 22 de maio na Nova Praça da Pampulha e, coincidentemente, eu estava vendo a peça mais uma vez.



Visita ao Inhotim: Galeria Lygia Pape


   O meu grupo de visita ao Inhotim ficou responsável por observar mais profundamente a Galeria Lygia Pape. O lugar é perto da entrada, mas ao mesmo tempo parece ser bem distante, pois fica no meio da exuberante vegetação. Os caminhos que levam à ela chegam pelo alto, o que dá um aspecto de tumba à galeria, como se você tivesse descoberto uma escavação. A própria textura da construção aumenta esse efeito de catacumba.


   Em geral, a arquitetura da Galeria não dialoga muito bem com a linda vegetação, pois dialoga exatamente com o que tem lá dentro. A obra da artista carioca que está exposta na Galeria, Tteia, Ao adentrar à edificação, a escuridão toma conta do chão e das paredes. Você tem uma sensação de procura por algo e, quando acha a sala do meio, sente que achou. Tteia é uma mistura de escuridão, luzes e fios metálicos. A geometria formada pelos fios lembra a forma da própria galeria vista de fora.



quinta-feira, 7 de julho de 2016